A essa altura, todo mundo já conhece a estátua do patriota de Banksy em Waterloo Place. O homem marchando rumo ao abismo com uma bandeira envolvendo o rosto. Genial.
A leitura política é a óbvia. Mas essa conversa não é para esta plataforma, então vou deixar por aí.
O que fica comigo são as camadas.
Todos nós carregamos uma bandeira. Os extremistas carregam uma grossa o suficiente para cobrir o mundo inteiro. A maioria de nós carrega algo mais fino. Viés, chamamos. Mais fino ainda, inconsciente. Mas sempre há uma, em algum lugar, entre nós e aquilo que estamos olhando.
Na minha indústria, a bandeira é a própria inovação. Ficamos empolgados. Queremos fazer o bem. E é exatamente essa empolgação que impede as perguntas difíceis de serem feitas.
Qual é a desvantagem? Quem a carrega? O que isso está pressupondo que ninguém verificou?
Teatro de inovação. Iniciativa individual, sem estrutura.
O que denuncia é a contabilidade. A empolgação vive num processo. As lições aprendidas, quando acontecem, caem num arquivo diferente, sob um nome diferente, meses depois. A bandeira nunca baixou entre os dois. E, não esqueçamos, a base de conhecimento em algum lugar.
A ISO 56001 é a disciplina de impedir que a bandeira nos cegue. Não é menos inovação. É inovação que enxerga o que tem à frente. Para que o aprendizado aconteça antes do passo, não depois da queda.